30km que viraram 20+5km

Ontem eu tinha que correr 30km. Acho que era a minha redenção. Se eu fizesse os 30k, a maratona estaria na mão. Mas eu não só NÃO FIZ, como parcelei: fiz 20km, desisti, voltei e fiz mais 5km. Sinto dor nos meus ombros. Estou protelando a musculação. O bom é que, de casa nova, consigo correr no Ibirapuera. Nada supera. É lindo. É cheio de gente. Eu passo pela 23 de maio, que pra mim é a cara de SP: cheia de carros, de gente, de buzina, de gente de novo…adoro ver aquilo!

Mas não ando na mesma forma  física do ano passado e a mudança de apartamento me estragou. Ontem corri os 25km, cheguei no acampamento (ops! casa) tomei um banho e fui para o apartamento antigo faxinar. Não sei como estou viva.

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No dia 8 de abril, se eu não me sentir confiante, vou fazer somente os 21km. Aí melhoro a preparação pro Desafio do RJ. Nem imagino como correr 21km num dia e 42km no outro. Mas se tem gente que vai fazer…eu também posso! rs

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Treino de sábado

Voltando ao caos de ontem. Ontem fiquei com raiva de mim. Os primeiros 10km  foram tensos. Não sei o que essa cabeça louca pira. Fico nervosa, mesmo. Gente, é um treino e eu nem sou atleta. Aí depois começo a sentir dor nos ombros e fico mais nervosa ainda, reclamando que não faço musculação. Aí me irrito porque “a corrida deveria ser um prazer e eu fico colocando metas”. Tudo a cabeça louca! Agora, no apartamento novo, com a casa ( = vida) mais organizada, espero que eu consiga treinar decentemente pro Rio. Enquanto isso, o Mateus voa…  🙂

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Coisas..

Eu fiz (terminei) a Meia Maratona de SP em 11 de março. Foi uma das piores provas da minha vida. Larguei com a TPM estourando, estava muito, muito, muito inchada e com muitas dores. Havia pensado em não largar, mas como já estava com isso na cabeça..fui. Mas foi um desastre. No km 7…SETE, eu comecei a passar muito mal. No km  11 eu vomitei. Pensei em pegar um uber e voltar pra casa, mas nem sabia onde estava. Terminei num dos piores tempos da minha vida.

Na semana seguinte eu me mudei. Mudança de casa dessa vez. Foi um HORROR de novo. Sem cama, sem fogão, dormindo no chão, comendo só lanches e comida chinesa…aí hoje, depois de uma semana sem treino eu fui pro Ibirapuera..estava meio tensa, mas depois que passei pelo km 7 me sentindo bem, a coisa rolou. Fiz 13km. MAS..me perdi. Não achava a porcaria do portão de saída!!!!!!!!!! Mas entre mortos e feridos..estamos aqui!!!

Adiós, maratona de SP

Esses últimos meses não estão fáceis. Além de me mudar de estado, mudei de casa..de novo. E aí foi um horror. Perdi treino, engordei e fiquei desanimada. Certamente não vai rolar os 42km de SP. Vou tentar a meia e me preparar pro Desafio do RJ. Oremos. Estou muito, muito chateada..muito. Tive dores horríveis na coluna..às vezes parece que tem alguém querendo que eu não corra. Olha eu acreditando em Teoria da Conspiração. Mas vamos lá!

 

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Não tá sendo fácil

Acordei cedo e descansada pela primeira vez em muito tempo e zerada de dor. P

ensei: “vou correr até onde der”. Saí bem faceira. O terreno pra correr aqui perto é cheio de subidas e descidas. Acho que tem, no máximo, 2km planos. O resto é ondulado. Saí meio estranha porque ontem havia comido que nem um animal. Mas fui.

Depois de uns 5km cheguei no parque. Muitos bebedouros, área verde, sombra…e cheio de subidas. Fiz 12km em 1:20h. Gente, de novo: que tempo merreca é esse? Nunca fui de ficar me apegando a tempo. Sempre corri por prazer e pra me divertir, mas não quero fazer a maratona em 5 horas. Em minha defesa, essa é a subida:

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Eu espero que consiga melhorar isso, senão vai ficar complicado fazer esse horror de maratona programa pra esse ano. Não estou exausta. Mas com esse pace…nem deveria.

Eu vivo quebrada

Eu nunca desisti do Iron. rs Acho que nunca vou deixar esse assunto de lado. Mas às vezes me questiono se, correndo apenas, eu já vivo quebrada…imagina treinando mais forte?

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Passada a São Silvestre entrei em depressão (brincadeira) por causa do meu tempo. Fiz em 1:41h. Gente, em maio do ano passado havia feito 16km em 1:34h.  Mas aí a gente tem que reagir. Só que eu não contava com as dores que me perseguem há alguns anos e pioraram de uns tempos pra cá. Fiquei travada. Não conseguia ficar em pé, sentar doía…correr, nem pensar. Minha coluna já era. Minha lombar arde em vários momentos do dia. Tenho feito musculação, tomado uma ou outra medida pra ajudar…vamos ver o que acontece.

A maratona de SP acontece em menos de 16 semanas. Não tenho feito distâncias longas e muito menos em velocidade boa. Confesso que estou meio assustada mas agora é olhar pra frente e tirar leite de pedra.

 

A São Silvestre e a reprodutibilidade técnica

Como se não bastasse o pessoal que vai sozinho na Pipoca de uma corrida de rua, uma assessoria esportiva (cerca de 9 alunos) de Sorocaba fez cópias de números de peito para participar da São Silvestre. A história sobre a fraude está aqui.

Ontem eu vi um vídeo no YouTube, no Canal Corredores, em que os caras afirmam que o dono da Run Up, assessoria que fraudou a São Silvestre mais escancaradamente,  diz (ele não aparece no vídeo) que ainda está abalado demais, tentando entender o que aconteceu. Mas hoje, nessa matéria da Jovem Pan (linkada acima) há a informação de que “esta não é a primeira vez que componentes da equipe clonam as inscrições para disputar a São Silvestre. Fotos das edições de 2014, 2015 e 2016 mostram mais de um atleta da Run Up com o mesmo número no peito”. Bom, minha gente..aí fica bem difícil. Não tem como o dono da assessoria não saber.  Voltamos ao tão conhecido “eu não sabia, era a dona Marisa”. 

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Aliás, tudo o que vira moda sofre com o jeitinho. A São Silvestre é, talvez, a prova mais conhecida do país. E, o maior alvo de fraudes.

Walter Benjamim (1892 a 1940) formou o conceito de Reprodutibilidade Técnica. No seu trabalho A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de 1936,  afirma que o que faz com que uma coisa seja autêntica é tudo o que ela contém de originariamente transmissível, desde sua duração material até seu poder de testemunho histórico. Como esse testemunho repousa sobre essa duração, no caso da reprodução, em que o primeiro elemento escapa aos homens, o segundo – o testemunho histórico da coisa – encontra-se igualmente abalado.

Não em dose maior, por certo, mas o que é assim abalado é a própria autoria da coisa (p. 225). Benjamin  trabalha com imagens dialéticas, ao mesmo tempo em que olha para, por exemplo,  o cinema, como uma experiência coletiva, com suas consequências sociais e políticas. O autor entende que diante da modernidade capitalista em que essa experiência dá lugar à massificação.

E aí que voltamos ao tópico corrida. A “moda” em torno das corridas faz com que a massificação seja o maior elemento desse cenário. Benjamin  alerta para o declínio da aura, que resulta das circunstâncias correlatas com o crescente papel desempenhado pelas massas na vida atual. Quando fala sobre as obras de arte, o autor afirma que à medida que se emancipam, as obras de arte tornam-se mais acessíveis a serem expostas.

As corridas estão mais acessíveis em quantidade. Quanto ao valor de inscrição, nesse caso, preço, estão cada vez mais caras. Como Benjamin preconizou, isso afeta também a qualidade da própria natureza da arte (corrida), pois seu valor expositivo lhe empresta funções novas de maneira que a função artística apareça como acessória. Como afirma Brecht, citado por Benjamin, “desde que a obra de arte se torna mercadoria, não mais se lhe pode aplicar a noção de obra de arte” (p. 232).  Algumas poucas provas, como a São Silvestre, penso, ainda mantém a aura de ser “aquela corrida que todos queremos fazer um dia”. Não perderam a noção de “ser uma corrida de rua democrática”. É uma pena que em um momento desses, onde 30 mil pessoas se reúnem para praticar esporte, confraternizar, ainda vejamos um sistema fraudatório tão vergonhoso.

Benjamin  via na tecnologia de reprodução das produções artísticas  dois lados; se por um ângulo ela destruía o legado da cultura ancestral , por outro, propiciava à população uma nova interação com a obra de arte, a qual previa que esta produção poderia se converter em um meio poderoso de sublevação dos mecanismos sociais.

Sejamos como Benjamin..vejamos os dois lados dessa história.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: ADORNO et al. Teoria da Cultura de massa. Trad. de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Paz e Terra, 2000. p. 221-254.

São Silvestre 2017

Eu ia correr a São Silvestre vestida de Kill Bill, mas eu comprei uma camiseta verde achando que era amarela. No casamento da Karol e do Marcelo eu disse que iria de vestido azul e a Karol disse que ele era verde (não acredito até hoje!! rs). Com pouco tempo para um plano B, comprei um balão vermelho e resolvi que iria de It – A Coisa. Depois de um Google fui encher o balão com bicarbonato e vinagre. Não deu certo. Fui de Deysi, mesmo.

Fui para a largada com o pai, a mãe e o Pablo. ABAAAAIXO de chuva!!!! O controle para entrada em cada setor estava funcionando bem. Quando fui passar para o setor amarelo a moça olhou meu número e meu chip. Barrou uma guria que estava com número, mas sem chip. Pensei: “vai funcionar”. Até que faltando poucos minutos para a largada a pipoca invadiu. Um desrespeito! Falta de desportividade. Mas vamos lá!

Enquanto comecei a correr conheci uma “moça” de 58 anos que faz triathlon há dez e hoje participa de IronMan 70:3. Tive uma aula de força de vontade. Não sei o nome dela, mas valeu demais. Fiquei até meio emocionada.

Certamente a São Silvestre foi a corrida com mais gente que participei. Tive que parar duas vezes para tirar foto daquele horror de corredor. Lindo demais! Mas  não é uma prova rápida pra nós, meros mortais, que largamos com a galera. Não tem como tu correres pra fazer tempo. Tive que caminhar várias vezes durante o trajeto.

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Mãe, Pablo e o pai se preparando pra chuva!

Mas uma coisa me preocupou: eu achava que minha disposição seria outra. Confesso que no km 12 já queria que acabasse. Ou seja: não estava preparada. Na maratona de POA só fui olhar a placa que marca os km no VINTE E SETE!!!! Ou seja: estava “bem pacarai”.

Isso me deixou bem preocupada. No km 12 reclamei “tô cansada:”. No 12!!!!!!! Levando em consideração que na noite anterior Pablo e eu comemos empanada apimentada e alfajor…bom, poderia ter sido pior.

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Galera!

Quando chegou a tão falada subida da Brigadeiro eu tremi. Não pela “subida”, mas porque eu já estava querendo morrer com a empanada dando voltas no estômago. Não fui bem e caminhei uma vez. Pensei: “em setembro terei que fazer 42km numa subida dessas”.  Cruzei a linha de chegada com 1:40h. Um pouco chateada, pois esperava um tempo melhor sendo que meus tempos em 15km eram de 1:25h. Mas feliz demais por passar o último dia do ano correndo com a família assistindo. Só não foi melhor porque não passei a meia-noite assim.

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Km 15

O bom nessa história toda é que vou ter que rever meus treinos para a Maratona de SP. Não estou treinando direito e desse jeito não chego nos 42km em abril. Preciso parar de comer porcaria também. Pão de queijo todo o dia o dia todo não vai dar certo.

Mas a prova foi linda, emocionante e valeu demais! E, meus braços não doeram! Que venham as 2.349 provas que o Mateus fez eu me inscrever.

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‘Tamo aí!

Uphill 2018

Tanta coisa mudou nesses meses. Num dia bem irritante, em que meu treino não funcionou, fiquei sabendo que fui sorteada para a UPHILL 2018, a maratona de subidas na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. A preparação pra essa prova deve ser diferente, então devo procurar uma assessoria, finalmente.

Também estou inscrita em outras maratonas (SP, em 8/4, RJ, em junho e alguns duathlons). Preciso pensar direitinho como me esquematizar para 2018. Voltei a morar em SP e o parque eu treinava está fechado, então tenho corrido na rua.

Veremos! Amanhã tem São Silvestre e vou ter uma boa ideia de como estou. Partiu!

Adiando o sonho

Pois surgiu um compromisso de trabalho inadiável em SP, no dia 27/11, um dia após o SESC Triathlon Tramandaí.  Fiquei bem ruim, mas não tem jeito: tentei de tudo e não tem como sair da prova, voltar para POA, pegar um avião de volta a SP e estar no compromisso dia 27.

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No meio disso tudo parei pra pensar: meu pace está bem ruim, ano que vem estou inscrita em duas maratonas no primeiro semestre sendo que uma é aquele desafio 21km num dia e 42km no outro…preciso ajeitar isso. A academia que posso treinar por enquanto não tem piscina, mas tem aulas de bike muito fortes (BioRitmo). Preciso me adaptar, não tem jeito. NÃO tem como treinar a natação por enquanto, então vou de corrida e bike. E focar em melhorar esse pace.

Quando der coloco a natação. Ainda tenho algumas esperanças, mas vou me adaptando o quanto posso. É muito ruim tudo isso, mas estou longe de viver do esporte.  Preciso trabalhar. E, nem quero..tem que ser diversão. Como foi o treino de hoje.

Uma vez perguntei pra um Ironman se ele ia fazer alguma prova e ele disse algo que pretendo usar: “Não. Mas treino pra ficar preparado pro momento que surgir uma que eu tenha tempo”. É isso. Treinar pra ficar cem por cento e na hora que encaixar…fui!

Espero que até março do ano que vem minha vida esteja melhor definida e eu consiga encaixar todos os treinos. Por enquanto é isso..meio triste, mas não tem jeito.

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